Durante a restauração do arco-cruzeiro da Catedral Metropolitana de Florianópolis, quatro imagens de santas foram reveladas após ficarem escondidas por mais de 100 anos sob camadas de tinta. A descoberta faz parte de um processo iniciado em 2005 e concluído apenas este ano, após dificuldades financeiras e culturais.
O trabalho foi conduzido pela restauradora e arquiteta Márcia Regina Escorteganha, que dedicou mais de dez horas diárias, incluindo finais de semana, para recuperar as pinturas originais. Pigmentos importados da Itália, Alemanha e Amsterdã foram utilizados, realçando os detalhes das imagens.
Entre as santas reveladas estão Santa Bárbara, Santa Inês, Santa Margarida e uma das primeiras representações de Santa Catarina, inspirada em obra de Rafael Sânzio, de 1509.
Segundo Márcia, muitos acreditavam que as figuras representavam São Sebastião, mas o estudo comprovou que se tratava de santas devotas do primeiro arcebispo da Catedral. As imagens, encomendadas há 111 anos, foram oficialmente entregues ao pároco padre Davi e à administradora Célia Bertoldo Sartori, que comemorou o resgate histórico após duas décadas de espera.
A Catedral Metropolitana, tombada como patrimônio histórico, é um dos marcos mais importantes de Florianópolis. Sua origem remonta a 1678, com a capela erguida por Francisco Dias Velho, fundador da cidade.
Ao longo dos séculos, o templo passou por ampliações, recebeu o título de Sé Episcopal em 1908 e, desde 2005, vem passando por restaurações que revelam fragmentos da história da capital catarinense.
Fonte: ND+






