Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE revelam que Florianópolis consolidou sua posição como a capital brasileira com maior proporção de pessoas morando sozinhas. Atualmente, mais de 30% dos domicílios na cidade são habitados por apenas uma pessoa, representando um crescimento extraordinário ao longo de 13 anos.
O número absoluto de pessoas vivendo sozinhas em Florianópolis saltou de 23 mil em 2012 para aproximadamente 79 mil em 2025, um aumento de 56 mil pessoas em pouco mais de uma década. Esse crescimento expressivo posiciona a capital catarinense significativamente à frente de outras capitais brasileiras no ranking de domicílios unipessoais.
No comparativo nacional, Porto Alegre aparece em segundo lugar com 28,8% de domicílios unipessoais, seguida por Salvador com 27%, Vitória com 26,4% e Goiânia completando o top cinco. Florianópolis permanece como a única capital a ultrapassar a marca dos 30%.
Expandindo a análise para todo o estado de Santa Catarina, o fenômeno de pessoas morando sozinhas também apresenta crescimento significativo. O número de domicílios unipessoais em Santa Catarina passou de 247 mil em 2012 para 563 mil em 2025, representando um avanço de 6,7% em 13 anos. Essa tendência reflete transformações demográficas e sociais mais amplas que atingem toda a região.
Outro dado relevante da PNAD Contínua aponta para mudanças na tipologia habitacional. O número de apartamentos em Santa Catarina praticamente dobrou em nove anos, passando de 379 mil unidades habitacionais em 2016 para 619 mil em 2025. Apesar desse crescimento significativo, os apartamentos ainda representam apenas 20% do total de domicílios no estado, enquanto as casas continuam predominantes, constituindo 79,8% das habitações catarinenses.
O crescimento exponencial de domicílios unipessoais em Florianópolis levanta questões importantes sobre as transformações demográficas e sociais em curso. Esse fenômeno pode ser atribuído a diversos fatores, incluindo o envelhecimento populacional, maior autonomia residencial, deslocamentos motivados pelo trabalho em centros urbanos dinâmicos, e mudanças nos padrões familiares e de relacionamento.
A prevalência de pessoas morando sozinhas em Florianópolis reflete tanto oportunidades de independência e liberdade residencial quanto possíveis desafios relacionados ao isolamento social. Esses dados evidenciam a necessidade de políticas públicas que considerem as demandas específicas dessa população crescente, desde infraestrutura urbana até programas de integração social e bem-estar comunitário.
Fonte: IBGE / PNAD Contínua

