O Catarina 2, um nano satélite desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, foi considerado apto para ser lançado ao espaço. O projeto, que vem sendo desenvolvido há cerca de 5 anos por uma equipe de engenharia da instituição, passou pela avaliação de uma banca especializada e recebeu a aprovação técnica necessária para avançar para a próxima etapa.
O desenvolvimento de satélites reúne profissionais de várias áreas, incluindo engenharia mecânica, software, elétrica e eletrônica. O Catarina 2 é um nano satélite que pesa pouco mais de 3 kg e tem apenas 34 cm de comprimento, representando uma inovação significativa em relação aos satélites de grande porte tradicionais.
O principal ponto de inovação do Catarina 2 é o seu sistema rádio comunicador, que oferece uma potência considerável para uma estrutura de pequeno porte. Essa capacidade, anteriormente encontrada apenas em satélites de grande porte pesando centenas de quilos, agora é possível em um equipamento de apenas 3 kg com todos os componentes reduzidos.
O próximo passo é buscar um lançador, um foguete que possa levar o satélite ao espaço. As conversas estão em andamento com vários provedores desse serviço no mundo, com possibilidades de lançamento a partir do Brasil, Estados Unidos ou China, dependendo das oportunidades disponíveis.
O Catarina 2 faz parte da constelação de satélites que integra missões aprovadas pela Agência Espacial Brasileira. Além dele, há outros nano satélites em desenvolvimento em Florianópolis, como Catarina A1 e A3, criados pela Universidade Federal de Santa Catarina. Esses projetos posicionam Santa Catarina como um hub de inovação tecnológica na área de New Space, a nova economia espacial.
No futuro, essa constelação de satélites deve ajudar no monitoramento ambiental do Estado, fornecendo dados importantes para o agronegócio e para a prevenção de desastres naturais. Em um mercado dominado por grandes potências internacionais, a tecnologia desenvolvida em Santa Catarina avança gradualmente, demonstrando que com trabalho sério é possível conquistar um lugar no espaço.
Fonte: ND Mais

