Santa Catarina segue se destacando nacionalmente pelos bons indicadores do mercado de trabalho, especialmente entre profissionais com ensino superior.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), referentes ao terceiro trimestre de 2025, mostram que a taxa de desocupação entre trabalhadores com ensino superior completo ou equivalente no estado é de apenas 1,2%, a segunda menor do país.

O índice catarinense está bem abaixo da média nacional para esse nível de escolaridade, que é de 3%, e corresponde a cerca de metade da taxa geral de desocupação de Santa Catarina, que ficou em 2,3% no mesmo período.
O desempenho reforça o ambiente favorável à absorção de mão de obra qualificada no estado.
Além da baixa taxa de desemprego, a pesquisa revela um avanço expressivo na última década.
Entre o terceiro trimestre de 2015 e o mesmo período de 2025, a população ocupada em Santa Catarina com ensino superior praticamente dobrou, com crescimento de 97%, o maior entre os estados das regiões Sul e Sudeste e bem acima da média nacional, que foi de 65%.
Atualmente, cerca de 27% das pessoas ocupadas em Santa Catarina possuem ensino superior completo ou equivalente, colocando o estado na 5ª posição no ranking nacional, atrás apenas do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
Em números absolutos, dos 4,5 milhões de trabalhadores registrados no estado no terceiro trimestre de 2025, aproximadamente 1,2 milhão têm formação superior.
Outro dado relevante diz respeito à formalização. A taxa de informalidade entre trabalhadores com ensino superior em Santa Catarina é de 14,1%, significativamente inferior à média estadual geral, que é de 24,9%.
Em contraste, entre trabalhadores sem instrução ou com menos de um ano de estudo, a informalidade chega a 48,2%.
Para o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, os números refletem a diversidade e a complexidade econômica catarinense. “Os resultados demonstram a capacidade de Santa Catarina em absorver profissionais qualificados em diferentes setores.
A produção de bens e serviços de maior valor agregado exige conhecimento, inovação e uso de tecnologias sofisticadas”, afirmou.
Segundo ele, os dados também reforçam o compromisso do governo estadual com políticas públicas voltadas à qualificação profissional e à ampliação das oportunidades no mercado formal.
Os trabalhadores com ensino superior em Santa Catarina também apresentam um dos maiores rendimentos do país.
O rendimento médio mensal é de R$ 6.884, o 5º maior do Brasil, ficando atrás apenas do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
No cenário geral do mercado de trabalho, Santa Catarina mantém a menor taxa de desemprego do país, empatada com Mato Grosso em 2,3%, e muito abaixo da média nacional de 5,6%.
O estado também lidera outros indicadores positivos, como a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho (4,4%), o menor percentual de desalentados (0,3%) e a menor taxa de informalidade do Brasil (24,9%).
Os dados reforçam a posição de Santa Catarina como referência nacional em emprego, renda e qualificação profissional, com um mercado de trabalho dinâmico e cada vez mais voltado à mão de obra especializada.
Fonte: IBGE

