A temporada de avistamento de baleias-francas está impulsionando a economia de cidades da Grande Florianópolis. Turistas têm visitado pontos conhecidos pela observação desses mamíferos, o que reflete diretamente no comércio e na hotelaria da região.
Em Paulo Lopes, cidade da região da Grande Florianópolis, um mirante localizado na Praia da Gamboa se tornou um dos principais pontos de observação. Comerciantes locais relatam aumento expressivo no movimento nos últimos anos, atribuído à chegada de visitantes de diferentes regiões do país e também do exterior. Donos de pousadas da cidade também registram reflexos positivos, com relatos de ocupação hoteleira praticamente integral atribuída à presença das baleias.
A secretária de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico de Paulo Lopes, Leonara Rodrigues Sebastião, informou que o município ainda não possui um levantamento oficial sobre a movimentação econômica gerada por esse fluxo turístico, mas afirmou que a atividade contribui para fortalecer o turismo de natureza e beneficia diversos segmentos ligados ao setor. Segundo a secretária, a Praia da Guarda do Embaú, que também pertence ao território de Paulo Lopes, pode ser acessada pela trilha das Dunas e da Pedra do Faísca, um dos principais pontos de contemplação das baleias, que recebe fluxo significativo de visitantes entre os meses de julho e novembro.
As baleias costumam permanecer por longos períodos na faixa costeira entre Paulo Lopes e Garopaba, sobretudo entre a Guarda do Embaú e a Gamboa, trecho bastante procurado por turistas e fotógrafos durante a temporada.
O aumento no número de baleias que retornam ao litoral catarinense é resultado de décadas de conservação ambiental. A região da Gamboa integra a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, criação que ajudou a preservar as enseadas onde fêmeas e filhotes encontram abrigo. Segundo o coordenador do Instituto Australis, Eduardo Renault Braga, a população da espécie vem apresentando crescimento estimado em quatro vírgula oito por cento ao ano. Cada fêmea tem um filhote a cada três anos, alternando um ano de gestação, um ano de amamentação e um ano de descanso.
De acordo com Karina Groch, diretora de pesquisa e bióloga do Instituto Australis, as baleias-francas são avistadas com frequência no litoral catarinense entre os meses de julho e setembro, período em que a espécie migra para águas tropicais mais quentes com o objetivo de acasalar e procriar.
Fonte: Instituto APA
