Um azeite produzido no interior de Santa Catarina conquistou medalha de ouro em um dos concursos mais prestigiados do mundo, realizado na Itália. O reconhecimento foi para o blend extra virgem da Azeite Trieste, de Luzerna, avaliado entre cerca de mil e quinhentos rótulos de diferentes países no EVO IOOC Italy. Os vencedores foram divulgados na segunda-feira, vinte e dois de junho, e a cerimônia de premiação e entrega dos certificados ocorre nesta sexta-feira, vinte e seis de junho.
A Azeite Trieste possui aproximadamente quatro mil e quinhentas oliveiras cultivadas na propriedade. As plantas são de nove variedades diferentes, sendo três originárias da Espanha, uma da Grécia e cinco da Itália. O azeite premiado é um blend elaborado com as variedades Koroneiki, de origem grega, e Arbequina, da Espanha. A combinação resulta em um azeite equilibrado, aromático, com frutado médio e amargor equilibrado.
O produto é indicado para harmonizar com pratos como peixes brancos, sushis, saladas de frutas, sorvetes e sobremesas à base de chocolate. Segundo o produtor Rui Carlesso, a avaliação segue um padrão internacional de análise sensorial. O azeite é colocado em um copo azul, que é aquecido pelo contato das mãos para que o produto atinja uma temperatura próxima à corporal. Depois, o avaliador analisa os aromas antes da degustação. Para ser classificado como azeite extra virgem, o produto precisa apresentar características como frutado, notas herbáceas e amargor no paladar.
Para Rui Carlesso, o prêmio ao azeite catarinense representa um reconhecimento que ultrapassa a propriedade e valoriza também o município de Luzerna. “Ter um dos melhores azeites do mundo é motivo de orgulho, não apenas para a empresa, mas para Luzerna, que é uma pequena cidade do interior catarinense e que, com certeza, será mais reconhecida a partir de agora”, afirma o empreendedor.
A história da Azeite Trieste começou em dois mil e doze, quando Rui apresentou a ideia de plantar oliveiras à família. Na época, a reação foi de surpresa e dúvida. A incerteza fez com que ele buscasse conhecimento sobre o cultivo de oliveiras e o mercado de azeites. Em dois mil e vinte, durante a pandemia da Covid-19, o projeto saiu do papel e começou o plantio das primeiras árvores. O nome Trieste faz referência à cidade portuária italiana de onde vieram os antepassados do produtor, em mil oitocentos e setenta e oito.
Originária da região do Mediterrâneo, a oliveira encontrou boas condições de adaptação em Luzerna. A planta se desenvolve bem em locais com períodos de frio e boa exposição solar, características presentes no Meio-Oeste de Santa Catarina. Com o prêmio internacional, a produção catarinense passa a ganhar destaque em um mercado tradicionalmente dominado por países europeus.
Fonte: Azeite Trieste
