Santa Catarina encerrou 2025 com a menor taxa anual de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012.
O índice de desocupação no estado foi de 2,3%, queda de 0,7 ponto percentual em relação aos 3% registrados em 2024.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, Santa Catarina teve a segunda menor taxa do país, atrás apenas de Mato Grosso (2,2%), e à frente de Mato Grosso do Sul (3,0%).
Brasil também atinge menor nível histórico
No cenário nacional, o Brasil registrou taxa anual de desemprego de 5,6% em 2025, a menor desde o início da PNAD Contínua.
Em 2024, o índice havia sido de 6,6%. Ao todo, 20 das 27 unidades da federação alcançaram a menor taxa de desocupação da série histórica no último ano.
As maiores taxas foram registradas no Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%).
População ocupada bate recorde
Em 2025, o país atingiu 103 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente da série histórica.
Já a população desocupada ficou em cerca de 6,2 milhões, redução de aproximadamente 1 milhão em relação a 2024.
O nível de ocupação nacional chegou a 59,1%, também recorde da série.
Santa Catarina aparece entre os estados com maior percentual (66,2%), atrás apenas de Mato Grosso (66,7%).
Indicadores complementares
Santa Catarina também apresentou destaque em outros indicadores:
• Menor taxa de subutilização do país: 4,6%
• Menor taxa de informalidade: 26,3%
• Menor taxa de desalento: 0,3%
No Brasil, a taxa de informalidade ficou em 38,1% e a de subutilização em 14,5%.
O rendimento real habitual médio no país alcançou R$ 3.560 em 2025.
Os maiores valores foram registrados no Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).
Diferenças por gênero, raça e escolaridade
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação foi de 4,2% para homens e 6,2% para mulheres.
Por cor ou raça, ficou abaixo da média nacional para brancos (4,0%) e acima para pretos (6,1%) e pardos (5,9%).
Entre os níveis de escolaridade, a maior taxa de desocupação foi registrada entre pessoas com ensino médio incompleto (8,7%).
Para quem possui ensino superior completo, o índice foi de 2,7%.
A PNAD Contínua é o principal levantamento sobre o mercado de trabalho no país, com amostra trimestral de aproximadamente 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Fonte: IBGE

