Santa Catarina contabilizou 36 casos de meningite até outubro de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O número representa um aumento de 28,57% em relação ao total registrado em 2024, quando foram notificadas 28 ocorrências.
As mortes também cresceram: passaram de três no ano passado para sete óbitos neste ano.
A meningite é uma infecção que causa inflamação nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser provocada por vírus, bactérias, fungos ou fatores não infecciosos, e costuma ter evolução rápida, exigindo atenção imediata.
De acordo com a SES, a Serra catarinense concentra 16,67% das mortes registradas em 2025, seguida pela região Norte, com 13,89%. A maior parte das vítimas tinha entre 30 e 39 anos.
Os sintomas, que podem surgir de forma súbita, incluem febre, dor de cabeça, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele , estas últimas associadas à meningococcemia, quadro de maior gravidade.
Alterações de comportamento, sonolência excessiva e dificuldade para acordar também podem ocorrer. Em bebês, os sinais podem ser inespecíficos, como irritação, febre e falta de apetite.
Casos de meningite por ano em Santa Catarina
• 2021: 14 casos
• 2022: 26 casos
• 2023: 30 casos
• 2024: 28 casos
• 2025: 36 casos (até outubro)
Vacinação segue como principal forma de prevenção
Com o aumento dos registros, a SES reforça a importância da vacinação. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece, de forma gratuita, vacinas que protegem contra diferentes tipos de meningite bacteriana. Entre elas estão BCG, Haemophilus influenzae tipo B, Pneumocócica, Meningocócica C e Meningocócica ACWY.
Para a proteção contra a doença meningocócica:
• Meningocócica C conjugada: aplicada em crianças aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses (neste caso com a vacina ACWY).
• Meningocócica ACWY: recomendada para adolescentes de 11 a 14 anos.
Todas as doses estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Estado.
Medidas de prevenção recomendadas:
- Manter ambientes arejados
• Higienizar as mãos com frequência
• Desinfetar superfícies e objetos de uso comum
• Redobrar cuidados em espaços coletivos como creches e escolas
• Evitar compartilhar itens pessoais, como copos e talheres
A SES segue monitorando a evolução dos casos e reforça que a atualização do calendário vacinal é fundamental para reduzir o risco de transmissão e complicações.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES)

